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Última Atualização: 26/05/2026

Museu de Biodiversidade (MuBio)
O Museu de Biodiversidade (MuBio) da UFGD foca em pesquisa, inovação, ensino, extensão e conservação nas áreas de Ciências Naturais e Humanas. Sua estrutura abrange exposições e as coleções científicas Ictiológica (de peixes), Herbário (de plantas), Entomológica (de insetos) e de Tetrapoda (de anfíbios, répteis, aves e mamíferos). O MuBio é unidade da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais (FCBA) oficializada pela Resolução 26/2005 e foi estabelecido para gerir e abrigar uma série de acervos institucionais. Conforme seu Regimento Interno (RI), a missão principal do MuBio é realizar a "curadoria de coleções zoológicas, geológicas e botânicas" (Art. 2º) da FCBA.
A abrangência das coleções científica do MuBio sustenta consistentemente pesquisas, conforme atesta a produção acadêmica da equipe de curadores, técnicos e estudantes e a contínua formação de recursos humanos em graduação e pós-graduação. Adicionalmente, parte do acervo passa por informatização e digitalização, padronizando e disponibilizando informações de forma acessível ao público acadêmico e à sociedade.
A alta relevância social dos acervos é comprovada por sua utilização em exposições permanentes e itinerantes, promovendo o conhecimento regional com foco estratégico no público escolar do sul de Mato Grosso do Sul.
 
EXPOSIÇÕES
O MuBio mantém um acervo expositivo selecionado conforme pertinência entre os diferentes grupos taxonômicos e pelo interesse visual (peças completas, bem preservadas, chamativas), visando atrair a atenção dos visitantes e informar, principalmente, sobre a biodiversidade do Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Amazônia. As exposições do MuBio dividem-se em uma mostra permanente e iniciativas itinerantes.
 
Exposição permanente
A exposição permanente do MuBio está contida no saguão da FCBA (térreo), abordando a biodiversidade de peixes, plantas, insetos e minerais com foco em Mato Grosso do Sul. No local, estão expostas aquarelas de peixes do Brasil, painéis sobre biomas, dois armários com vertebrados (esqueletos e peles de mamíferos), animais, fósseis regionais e um aquário com espécies do alto rio Paraná, além de painel explicativo sobre impactos de espécies não-nativas. Em dias de visitação, a equipe monta mesas com outros animais, réplicas de fósseis, rochas, minerais e materiais botânicos como exsicatas, flores e sementes, utilizando lupas e estereomicroscópios para interação. No espaço de 50 m², o piso tátil é parcial, mas há entradas e banheiros acessíveis no térreo.
 
Exposição itinerante
A exposição itinerante do MuBio segue o modelo de feira de ciências, viabilizada por projetos de extensão da Biologia (bacharelado/licenciatura), Programas de Pós-Graduação em Biodiversidade e Meio Ambiente (PPGBMA) e em Entomologia e Conservação da Biodiversidade (PPGECB), mas também em sincronia com os cursos de Gestão Ambiental, e Biotecnologia, todos da FCBA. Conduzidas por docentes e discentes e parceiros externos, a itinerância ocorre em praças e escolas urbanas e indígenas de Dourados e macrorregião.
Desde 2023, realizaram-se dezenas de exposições, inclusive vinculadas a disciplinas (inserção curricular da extensão, Lei nº 13.005/2014, PNE) e ao PET-Bio. O acervo participa também do “Faculdades Abertas” da UFGD. Mais de 23.800 pessoas foram impactadas pelas atividades, acessíveis no instagram @mubioufgd.
 
COLEÇÕES CIENTÍFICAS
Coleção Ictiológica
A Coleção Ictiológica do MuBio, estabelecida desde 2017, é constituída de exemplares provenientes de diversas regiões e abrangendo bacias hidrográficas fundamentais para o entendimento da história natural do país como Paraná, Paraguai, Xingu, Madeira, Juruena, Teles Pires e Araguaia. O acervo reúne mais de 9.000 lotes e 30 mil espécimes, predominando Characiformes, Siluriformes, Gymnotiformes e Cichliformes. Inclui materiais de ambientes lóticos e lênticos das bacias do Centro-Oeste e Amazônia, registrando transições entre Pantanal, Cerrado e Amazônia, com foco no arco do desmatamento. Essa amplitude biogeográfica preserva registros de ambientes anteriores a impactos antrópicos intensos, fundamentais para pesquisas comparativas. A representatividade geográfica e taxonômica do material torna sua preservação estratégica para a consolidação da memória biológica do Brasil.
A relevância institucional da coleção é reforçada pela custódia de exemplares-tipo de pelo menos sete espécies formalmente descritas. A presença desses materiais, que são únicos e irrecuperáveis, destaca a singularidade do acervo e reforça seu valor estratégico dentro do Sistema Nacional de Coleções Biológicas. O reconhecimento da coleção transcende o âmbito nacional, uma vez que ela se encontra registrada em importantes compilações internacionais, incluindo o catálogo de coleções ictiológicas da Sociedade Norte-americana de Coleções Ictiológicas e Herpetológicas (www.asih.org/) e o Catálogo Mundial de Peixes (https://researcharchive.calacademy.org/research/ichthyology/catalog/collections.asp). Essa inserção global evidencia a credibilidade da coleção e sua função como fonte primária de dados para redes internacionais dedicadas à pesquisa da biodiversidade e da conservação.
A maior parte do acervo está acondicionada em armários metálicos protegidos da luz em um espaço de 45m2. Os exemplares-tipo sob sua custódia são vitais, garantindo a integridade nomenclatural e a estabilidade da taxonomia regional. A coleção também abriga preparações osteológicas, esqueletos secos e exemplares diafanizados para estudos morfológicos.
O Repositório informativo do acervo da Coleção Ictiológica do MuBio pode ser acessado em:
 - Sistema, Informações e Workbench - MUBIO-Peixes Specify 6 (link)
 - Banco de Dados - MUBIO-Peixes Specify 6 - 2026 (link)
 
Herbário DDMS
O Herbário DDMS, fundado em 2004, é cadastrado junto ao Index Herbariorum e à Rede Brasileira de Herbários, portanto, destacando-se como referência regional na conservação da flora e funga de Dourados e áreas adjacentes. O DDMS detém a mais completa documentação da flora do sul de Mato Grosso do Sul, sendo referência para estudos taxonômicos, ecológicos e de conservação. Inclui coletas da década de 1990 em Dourados e exemplares do Cerrado, Pantanal, Chaco e Serra da Bodoquena, além de registros interestaduais e internacionais. Hoje, o acervo reúne cerca de 16.000 amostras de plantas e fungos dos quais mais de 13.600 estão informatizadas e disponibilizadas online (https://specieslink.net/col/DDMS/). Com uma taxa de cerca de 1.000 inclusões por ano, a coleção abrange 1.961 espécies, sendo 23 (73 registros) ameaçadas.
 O acervo ocupa uma sala climatizada de 27 m² com 19 armários de aço. Há também uma sala de montagem e estudos climatizada de 37 m², equipada com mesa de preparo, dois computadores, estereomicroscópio e 7 armários para armazenamento temporário.
 
Coleção Entomológica
A Coleção Entomológica do MuBio, iniciada em 2004, preserva cerca de 20.000 exemplares de insetos dos biomas Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, incluindo áreas já devastadas por atividades humanas, que não possibilitaram novas expedições. A ampla cobertura taxonômica e geográfica dos registros caracteriza a coleção entomológica como referência no Centro-Oeste brasileiro, além de incluir material representativo da Mata Atlântica do litoral nordestino e dos estados do Paraná e São Paulo e da Amazônia peruana. No acervo estão incluídos inestimáveis primeiros registros de formigas e vespas parasitoides no Brasil. Parte da coleção entomológica do MuBio, especificamente exemplares da ordem Hymenopetra, está registrada no CRIA/speciesLink e registrada em catálogos como o  “Vespas Spheciformes (Hymenoptera, Apoidea) do Mato Grosso do Sul, Brasil” (https://www.scielo.br/j/isz/a/966j4zf8fCTHFmntwLhXw8Q/?lang=pt), além de 3.404 registros de Hymenoptera no speciesLink e 1.123 de Formicidae no AntWeb (www.antweb.org/adm1.do?name=Mato+Grosso+do+Sul&country=Brazil), incluindo imagens de alta resolução.
Os espécimes ocupam 10 armários de madeira com 258 gavetas em uma sala climatizada de 18 m², contendo duas escrivaninhas - uma com computador para o software Specify e outra com uma lupa estereoscópica, além de uma prateleira metálica com materiais de apoio.
 
Coleção de Tetrapoda
A Coleção de Tetrapoda reúne acervo desde 1986, incluindo anfíbios, répteis, aves e mamíferos dos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, típicos de Mato Grosso do Sul. A seção em via úmida possui 415 indivíduos em etanol 70%, sendo 336 anfíbios (cecília, sapo cururu, rãs), 69 répteis (cascavel, coral, cágados, teiú) e 10 aves (beija-flor, urubu). Já a coleção em via seca contém animais taxidermizados (onça parda, jacaré-do-pantanal, morcego-nariz-de-folha) e fragmentos como bicos, cascos, peles ou crânios de anta, bugio, capivara, jaguatirica, sagui-de-tufo-branco e tamanduá-mirim.
Destaca-se que a Coleção de Tetrapoda cumpre um papel fundamental nas exposições do MuBio, tanto na permanente, quanto na itinerante, pois é a seção que mais atrai olhares. Durante as exposições, os indivíduos são retirados dos frascos e mantidos em água para permitir experiências sensoriais por meio do tato. 
Todo o material ocupa uma sala climatizada de 14 m², equipada com cinco armários de aço destinados aos grupos taxonômicos e à manutenção. O espaço conta ainda com um freezer horizontal para animais congelados aguardando preparo e um computador para o software de gerenciamento Specify.
 
CONTATOS
Para agendamentos de visitas ao MuBio ou pedidos de exposições itinerantes: mubio.zoo@ufgd.edu.br
Para contato as coleções científicas Ictiológica, Entomológica e de Tetrapoda: mubio.zoo@ufgd.edu.br
Para contato a coleções científica Herbário DDMS: herbarioddms@gmail.com 
 


CONTATO

Direção: Profa. Danielle Marques Vilela
E-mail: fcba.direcao@ufgd.edu.br

Secretaria Administrativa: Cibele Lima Arevalo Matos
E-mail: fcba@ufgd.edu.br
Telefone: 67 3410-2256

Coordenadoria Administrativa: Tatiane Valéria Rodrigues
E-mail: fcba.cad@ufgd.edu.br
Telefone: 67 3410 2192

Rodovia Dourados/Itahum, Km 12 - Unidade II | Caixa Postal: 364 | Cep: 79.804-970
Dourados - Mato Grosso Do Sul

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