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Maio
18
2020

​UFGD promove ação “Quem tem fome tem pressa” para atender famílias carentes

  Atualizada: 04/06/2020

Universidade já possui quatro pontos de arrecadação: Unidade 1, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal e USU

A UFGD, por meio da ação de extensão Ação UFGD e Você contra a fome: “Quem tem fome tem pressa”, coordenada pelas professoras Elaine Reis Pinheiro Lourente e Claudia Marie Komiyama, vai arrecadar alimentos e materiais de limpeza para serem distribuídos a famílias carentes de Dourados. 

A ideia é estabelecer parcerias com a sociedade civil, agentes comunitários, ONGs, associações regiliosas, enfim, com entidades que já tenham um trabalho social com famílias carentes, sem fins lucrativos ou políticos, para que contribuam na identificação das famílias que realmente estão em condições de fome e miséria e na distribuição dos produtos.

As professoras informaram que o projeto vai priorizar famílias com crianças e idosos, especialmente aqueles em condições de problemas de saúde, e famílias providas por mulheres ou em que ambos estejam desempregados. O número de bairros beneficiados dependerá do volume de produtos arrecadados.

Segundo elas, as doações já podem ser entregues na Unidade 1 da UFGD (rua João Rosa Góes, 1761, Vila Progresso), nas sedes do Corpo de Bombeiros, Polícia Federal de Dourados, Rotary Guaicurus e na Unidade de Suporte à Urgência (USU), localizada no campus, durante a vacinação contra a gripe que iniciará nesta terça-feira, a partir das 8h. 

"Nosso objetivo é atender o maior número de famílias e pessoas vulneráveis, com objetivo de minimizar a situação de fome e miséria agravada pela pandemia do novo coronavírus. A desnutrição pode contribuir para menor imunidade das pessoas tornando-as mais suscetíveis a doenças e, nesse contexto, torna-se fundamental o provimento de alimentos para a manutenção da vida. Assim, o apoio da UFGD - representada por técnicos-administrativos, alunos, professores, reitoria - nesse esforço de arrecadar alimentos poderá contribuir para que as pessoas em condições de vulnerabilidade social tenham o alimento em suas casas", disseram as coordenadoras. 

O projeto também quer despertar a comunidade acadêmica e parte da sociedade para o senso de cidadania e responsabilidade com o bem estar do outro, de forma a contribuir para uma sociedade mais justa. "O bem estar do outro também é nossa responsabilidade como indivíduo", destacaram. 

Informações para participação no projeto e outros detalhes com a professora Elaine Pinheiro, pelo (67) 99851-0020 e e-mail: elainelourente@ufgd.edu.br ou Claudia, pelo 67-9-9934-5656 e e-mail: claudiakomiyama@ufgd.edu.br

PANDEMIA
O mundo enfrenta a pior pandemia do século recente, em um momento em que nem os sistemas de saúde de países com maior poder econômico estavam preparados. No Brasil, país com tantos desafios sociais e que, no primeiro trimestre de 2020, o número de desempregados passou de 11.628 para 12.850 milhões, o impacto desta pandemia na vida das pessoas é imensurável do ponto de vista social. 

Altos níveis de desemprego não são novidade no Brasil, o que se soma neste momento é a necessidade de isolamento social para manutenção da vida, a incerteza sobre a possibilidade de emprego futuramente e a temeridade pela própria sobrevivência a essa crise de saúde. Neste contexto, a privação da necessidade mais básica para a sobrevivência, o alimento, que pode causar efeitos deletérios imensuráveis, sobretudo na vida das crianças, nossos futuros cidadãos.

A instabilidade psicossocial foi reportada por Evans (2006) que, por 16 anos, conduziu projetos de pesquisa medindo o impacto do meio (em todos os seus aspectos) no qual uma criança cresce, bem como, sua saúde mental a longo prazo. Segundo o autor, há uma conexão entre o meio ambiente físico, a saúde e o bem-estar de uma criança. E ainda, a pobreza e a falta sentida desde a primeira infância causam marcas indeléveis de má saúde mental na criança e acentua o estresse ao longo dos anos. As famílias vulneráveis são, em grande parte, constituídas por maior número de crianças, idosos e muitas vezes sustentadas apenas por mulheres abandonadas por seus parceiros. 

Neste momento de pandemia essa situação se torna mais estressante devido a incertezas sobre o futuro. Para mudar as condições injustas que vivem os pobres, se faz necessário encontrar estratégias orientadas, promover a corresponsabilidade social e a criação de redes de assistência, sensibilizando a sociedade em todos os níveis, para a necessidade de mudar as condições injustas que prejudicam a vida do pobre (Palácios, 2009).

Jornalismo ACS/UFGD