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Outubro
05
2021

Realizados na carreira, egressos do curso de Direito da UFGD ressaltam a importância da formação

  Atualizada: 05/10/2021

Com múltiplas possibilidades de atuação, a graduação em Direito da UFGD concede ao estudante uma formação integral, humanística, técnico-jurídica e prática

Criado no ano 2000, como uma promessa de esperança e transformação para o novo século, o curso de Direito do então Campus de Dourados da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) foi colocado em prática para atender a uma antiga demanda da comunidade local, que ansiava por uma graduação pública desse padrão no período noturno.
 
Cinco anos depois, já na recém-criada Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), o curso se consolidou como um dos mais concorridos da Instituição e, ano após ano, passou a ser reconhecido pelas entidades de ensino superior e pelos órgãos do Judiciário como uma formação de excelência, sendo, atualmente, a graduação em Direito que mais aprova no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mato Grosso do Sul, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas.
 
Para além de seu reconhecimento público, o curso de Direito da UFGD já graduou e vem formando profissionais que ingressam nas mais diversas áreas da carreira jurídica, muitos dos quais têm se destacado ao sair das salas de aula da Faculdade de Direito e Relações Internacionais (FADIR/UFGD) para funções de grande relevância social.
 
O professor Tiago Resende Botelho, coordenador do curso, explica que, o estudante, durante os estudos, é apresentado a uma vasta gama de possibilidades a seguir após a conclusão da graduação. “O bacharel pode optar por tornar-se advogado, passando pelo exame da OAB, ou seguir a carreira jurídica pública, atuando como professor, juiz, promotor de Justiça, advogado público, delegado de polícia, entre outras funções, mediante aprovação em concurso público”, elenca.
 
O curso, que completou 20 anos em 2020, se propõe a interconectar o desenvolvimento de ensino, pesquisa e extensão para formar juristas maduros, com autonomia profissional e intelectual. “O estudante é contextualizado quanto à realidade e à responsabilidade social, política e econômica, bem como, à diversidade cultural e à orientação para o senso de justiça e a ética profissional”, afirma o docente.
 
De acordo com o coordenador, a formação integral, humanística, técnico-jurídica e prática é indispensável à adequada compreensão interdisciplinar do fenômeno jurídico e das transformações sociais, interpretando as situações em conformidade com as leis. “É o estudo das normas jurídicas com zelo pelas relações entre os indivíduos e a sociedade”, conclui.
 

Bruce

O juiz Bruce Henrique dos Santos Silva, egresso do curso de Direito da UFGD
 

CONTRIBUIR COM A SOCIEDADE SEM PERDER A CRITICIDADE
 
Foi aos 16 anos, durante um estágio do Ensino Médio no Fórum da cidade, que Bruce Henrique dos Santos Silva decidiu que queria ser juiz. Onze anos depois, aos 27 anos, o ex-aluno da UFGD batalha para honrar a carreira da magistratura e colocar em prática os conhecimentos gerais de humanidades e de técnica profissional adquiridos na graduação em Direito.
 
Formado em 2015, Bruce é hoje juiz no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que tem jurisdição no estado para decidir sobre as mais diferentes áreas do direito: cível, criminal, eleitoral, difusos e coletivos. “Ressalvada matéria trabalhista, a carreira permite atuação em todas as áreas. A rotina é composta por realizar audiências, atendimentos, decidir os conflitos que são postos a julgamento (sentenças, despachos e decisões), gerenciar os servidores do Poder Judiciário, executar a correição dos sistemas prisional e socioeducativo, dos cartórios extrajudiciais e da polícia judiciária, entre outras funções”, relata o egresso.
 
“Escolhi o Direito, pois tinha um interesse natural pelas ciências humanas e, no estágio do Ensino Médio, me apaixonei pela rotina do Poder Judiciário. Hoje, me sinto realizado, pois, a despeito das dificuldades de resistir na busca pela realização dos direitos fundamentais e da Constituição da República, encontrei no Direito a junção entre conhecimentos gerais de humanidades e técnica profissional que me permitem contribuir com a sociedade sem perder a criticidade”, avalia o magistrado.
 
Da época da graduação, ele guarda ótimas recordações como sendo um período de amadurecimento, não apenas profissional, mas, também, pessoal. Além de conciliar trabalho em grupo, diferentes saberes e interação social, Bruce se lembra de sua participação no movimento estudantil e na luta por uma educação democrática como marcantes em sua passagem pelo Ensino Superior.
 
E os estudos? Para quem busca pelo conhecimento e pela evolução, nunca cessam. Atualmente, Bruce cursa mestrado em Direito na UFMS, em Campo Grande, e já se especializou em Direito do Trabalho, Direito Civil, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Penal e Processual e Direito Tributário. 
 

Nathaly
A advogada Nathaly Munarini, formada em 2017 pela UFGD


MUITO ALÉM DE UM TRABALHO
 
Desde cedo interessada por temas relacionados à área criminal, a hoje advogada Nathaly Munarini, de 28 anos, encontrou nos meandros do Direito não apenas uma carreira, mas, uma causa. Atuando com questões indígenas, por meio da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a egressa que se formou em 2017, na UFGD, afirma que acorda todos os dias com o coração transbordando de alegria pela carreira que vem construindo.
 
“E quando me deito no travesseiro, anseio pelo próximo dia, pelo que irei fazer, pelas atividades que me esperam. Vai muito além de um trabalho. Tenho metas estabelecidas e sonhos que alimento constantemente”, conta a profissional, que chegou a estudar um semestre de Psicologia, mas logo percebeu que seu caminho era o Direito.
 
Da faculdade, nem somente flores e glórias, mas, certamente, como ela diz, grande amigos e vínculos para a vida toda, e uma experiência que a transformou para sempre: foi num estágio na Defensoria Pública da União (DPU) que Nathaly teve proximidade com as questões dos direitos coletivos dos povos originários e despertou para a causa.
 
“Sobretudo pela realidade local de Dourados, haja vista ser uma das cidades com a maior quantidade de conflitos por terras no Brasil, na DPU pude trabalhar com questões criminais da fronteira. Além disso, tive grande influência de um professor, que se tornou meu melhor amigo, o Tiago Botelho – atual coordenador do curso. Na época, meus últimos semestres de graduação, nós atuamos no auxílio à comunidade indígena de Apykai, que havia sido despejada de seu Tekoha (território de onde se é, onde se vive, na língua Guarani). Naquele momento, apesar de permear a causa indígena desde a infância por influência dos meus pais, percebi que trabalharia com aquilo para sempre”, relata a egressa.
 
Na APIB, a advogada trabalha na defesa dos direitos dos povos indígenas e também coordena um dos eixos de atuação do Observatório Sistema de Justiça Criminal e Povos Indígenas, que é uma extensão, por assim dizer, de um dos setores de atuação da Articulação. Dentro da equipe jurídica, coordenada pelo advogado Eloy Terena, indígena da etnia Terena, ela faz de tudo um pouco, como conta. “Desde atendimentos extrajudiciais às questões de direitos coletivos e violações de direitos humanos, até a atuação judicial no âmbito dos Tribunais Superiores. Também atuo como advogada de manifestação, que nada mais é do que acompanhar, no âmbito da APIB, as manifestações nacionais dos povos originários por seus direitos”, explica ela, que esteve recentemente em Brasília, no acampamento Luta pela Vida, junto a mais de seis mil indígenas de todo o País.
 
Entre seus planos e metas, estão o ingresso no mestrado, para o qual vem se preparando, e a conclusão de uma pós-graduação em Processo Penal.
 

Bruno

Bruno Henrique Caetano dos Santos, hoje procurador jurídico em Fátima do Sul, se graduou em Direito pela UFGD


VERSATILIDADE PROFISSIONAL
 
No curso de Direito, o então estudante Bruno Henrique Caetano dos Santos não deixava passar uma oportunidade sequer. Estágios, iniciação científica, Centro Acadêmico, programas, projetos. Ele se envolvia em tudo, justamente no anseio de conhecer todas as suas possibilidades profissionais.
 
Formado pela UFGD em 2018, Bruno atualmente é concursado no município vizinho de Fátima do Sul, onde atua como procurador jurídico. “Depois do itinerário acadêmico me encontrei na Advocacia Pública”, conta o egresso, que foi aprovado também na Prefeitura de Caarapó, em 2019, mesmo ano em que assumiu a função em Fátima do Sul.
 
Aos 31 anos, o egresso diz ter escolhido o Direito atraído pela versatilidade profissional que a formação proporciona. “Na graduação eu busquei estagiar em todos os órgãos públicos possíveis. Esses estágios foram uma contribuição maravilhosa, especialmente pelas perspectivas para atuação profissional”, explica.
 
Em suas memórias da graduação, dois momentos marcantes: a organização de um júri simulado baseado no livro “Os Irmãos Karamazov”, de Fiódor Dostoiévski, em conjunto com o Centro Acadêmico Águia de Haia e sob a orientação do professor Gustavo Preussler, e a participação no Programa de Intercâmbio da Presidência da República, em 2017, cuja seleção foi baseada nas atividades curriculares desenvolvidas, das quais Bruno cita a iniciação científica, com o professor Alaerte Contini, como decisiva para ter sido escolhido.
 
Como procurador jurídico, o profissional atua na defesa da legalidade e do interesse público, sendo a Advocacia Pública uma área estratégica para a administração pública no desenvolvimento de políticas públicas. “A Advocacia Pública Municipal envolve a consultoria jurídica, bem como a representação judicial do ente público e de sua Administração Indireta. O advogado público atua diretamente no assessoramento dos atos normativos e administrativos do poder público, desenvolvendo atividades como a elaboração de pareceres jurídicos, a proposição de ações judiciais em defesa do ente público, bem como, realizando a defesa da Fazenda Pública em juízo”, enfatiza.
 
Na continuidade dos estudos, Bruno se especializou em Direito Médico e em Direito Administrativo.
 
PARA SABER MAIS
 
A conclusão da graduação em Direito da UFGD concede ao estudante o título de bacharel. O curso tem duração de cinco anos e é ministrado no período noturno, de segunda à sexta-feira, e aos sábados pela manhã e pela tarde. Ao todo, 54 vagas são disponibilizadas anualmente.
 
Os alunos e as alunas podem participar de duas entidades representativas dos discentes vinculadas ao curso: o Centro Acadêmico Águia de Haia e a Associação Atlética Acadêmica de Direito, que difunde a prática de esportes e de atividades físicas entre os estudantes.
 
Para a sequência da carreira acadêmica, a FADIR dispõe do Programa de Pós-graduação, na modalidade de mestrado, em Fronteiras e Direitos Humanos. O programa, aliás, organiza a Revista Videre, publicação científica vinculada à Comissão Qualis-Capes Direito, sendo a mais bem avaliada em Mato Grosso do Sul e a segunda melhor na região Centro-Oeste.
 
Quer saber mais sobre a história do curso? Baixe gratuitamente a obra “Democracia nas Fronteiras dos Direitos Humanos: as experiências nos 20 anos do curso de Direito da UFGD”, organizada em referência aos 20 anos do Direito na UFGD pelos docentes Arthur Ramos do Nascimento, Thaisa Held, Tiago Botelho e Verônica Guimarães. Basta clicar:
 
https://files.ufgd.edu.br/arquivos/arquivos/78/DIREITO/Publica%C3%A7%C3%B5es/Democracia%20nas%20fronteiras%20UFGD20Anos_ebook.pdf
 
Já para informações técnicas e administrativas da graduação, visite a página do curso no Portal da UFGD:
 
https://portal.ufgd.edu.br/cursos/direito/index
 
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egressos Direito
Egressos do curso de Direito da UFGD
 




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