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Outubro
15
2020

Docentes universitários conjugam teoria e prática por meio da pesquisa

  Atualizada: 15/10/2020

Professoras da UFGD falam sobre os impactos positivos das práticas de pesquisa dos docentes

Ser professor é um desafio diário, na missão de orientar jovens e crianças na busca pelo conhecimento. Seja dando aulas em nível médio ou fundamental, em qualquer disciplina, ou nos mais diferentes contextos socioculturais, ser professor é assumir uma missão complexa e dinâmica.
 
No caso de quem escolhe a carreira de docente universitário, além dos desafios de sala de aula, ainda é exigido o empenho para desenvolver atividades de pesquisa.
 
A professora Maria do Carmo Vieira, uma das mais destacadas pesquisadoras da UFGD, recomenda que os colegas docentes vejam a exigência de realizar o tripé ensino-pesquisa-extensão como uma oportunidade, em que se extrapola a sala de aula e se atribui novos sentidos para as práticas de ensino.
 
“O tripé ensino-pesquisa-extensão não deve ser visto como uma obrigação do professor. A gente faz essas atividades por prazer. A gente se envolve com as atividades fora da sala de aula, e começa a perceber que isso se reflete em sala: nos tornamos um professor melhor”, afirma Maria do Carmo.
 
Como engenharia agrônoma, as pesquisas de Maria do Carmo são, basicamente, no campo. Por isso, a professora leva seus alunos para áreas experimentais, hortas comunitárias e eventos acadêmicos, onde se desenvolvem atividades de pesquisa e de troca de conhecimento. “Eu sou orientadora de estudantes de graduação, do Ensino Médio, do mestrado, do doutorado e do pós-doutorado. Eu oriento os estudos e as pesquisas deles e isso converge para que possamos escrever e publicar artigos em revistas científicas, em boletins técnicos, em jornais e até em entrevistas para a TV. Trabalhamos não somente com a produção de artigos e eventos científicos, mas também para a popularização da ciência, por meio da extensão. O pesquisador também deve tornar público o que aprendeu, como forma de retornar para a sociedade o investimento público que foi feito para sua pesquisa”, orienta a pesquisadora.
 
Formar uma geração de cientistas
Maria do Carmo ainda destaca que um professor que faz pesquisa está constantemente atualizado, e passa para os alunos os resultados de seus estudos, trazendo para a sala de aula dados recentes, novas tecnologias e tendências na sua área de conhecimento.
 
A pró-reitora de Ensino de Pós-graduação e Pesquisa, professora Patricia Hatsue Sueguma, acrescenta que o exemplo do professor pesquisador incentiva os alunos a uma postura inovadora, formando uma nova geração de cientistas.
 
“A universidade forma profissionais, mestres e doutores que irão contribuir com o desenvolvimento do país de forma determinante. Com a pandemia, ficou evidente a importância de formar profissionais em diversas áreas para atender as necessidades de vários setores da sociedade. O professor, além de contribuir na formação de recursos humanos, tem a função de preparar esses profissionais para as diferentes situações do mercado de trabalho  e para novos desafios que poderão surgir. A formação que a universidade fornece, retorna de forma direta à sociedade, seja na prestação de serviços de qualidade, na pesquisa com o desenvolvimento de novas tecnologias”, exemplifica a professora Patrícia.
 
Jornalismo ACS/UFGD

maria do carmo

Professora Maria do Carmo em meio ao cultivo de capuchinha, planta que vem sendo estudada pelo potencial em tratamentos cardiológicos

 

patricia

Professora Patrícia Hatsue Suegama, pró-reitora de Ensino de Pós-graduação e Pesquisa, em laboratório da FACET.
 

 




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