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Setembro
29
2026

Setembro Azul: UFGD destaca profissionais que atuam pela acessibilidade linguística e valorização da Libras

  Atualizada: 29/09/2026
Em mês dedicado à visibilidade e aos direitos da comunidade surda, Universidade reconhece o trabalho de professores surdos, tradutores, intérpretes e demais profissionais que contribuem para a inclusão e a diversidade linguística

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Divulgação
 

Setembro é um mês dedicado à visibilidade da comunidade surda, à valorização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e à conscientização sobre os direitos linguísticos e culturais das pessoas surdas. Conhecido como Setembro Surdo ou Setembro Azul, o período reúne mobilizações que destacam a importância do reconhecimento da identidade surda e da eliminação das barreiras de comunicação que dificultam o acesso à educação, à informação e à participação social.


Em alusão à campanha, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) destaca a atuação dos profissionais que contribuem para a acessibilidade linguística, a formação acadêmica e a difusão da Libras na instituição. O trabalho envolve professores surdos, tradutores e intérpretes, bolsistas e servidores de diferentes unidades, especialmente da Divisão de Acessibilidade Comunicacional (DIACOM) e da Faculdade de Educação a Distância (FAEaD).


A campanha reúne datas importantes para a comunidade surda. Em 23 de setembro, é celebrado o Dia Internacional das Línguas de Sinais, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover a conscientização sobre a importância dessas línguas na garantia dos direitos humanos das pessoas surdas. No Brasil, o Dia Nacional do Surdo é celebrado em 26 de setembro, em referência à fundação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), em 1857. O mês também contempla, em 30 de setembro, o Dia Internacional do Surdo e o Dia Internacional do Tradutor e Intérprete.


Mais do que um período de conscientização, o Setembro Azul chama a atenção para o reconhecimento das pessoas surdas como integrantes de uma comunidade com identidade, cultura e língua próprias. Nesse contexto, a Libras constitui um elemento fundamental para a comunicação, a expressão cultural, a produção de conhecimento e o exercício da cidadania.


Libras, identidade surda e acesso à educação
 

Reconhecida como meio legal de comunicação e expressão pela Lei nº 10.436/2002, a Libras possui estrutura gramatical própria e constitui uma língua de natureza visual-motora. Seu reconhecimento representa um marco para a comunidade surda brasileira e para a construção de políticas públicas voltadas à acessibilidade linguística.


No ambiente universitário, a garantia de condições adequadas de comunicação envolve diferentes dimensões da vida acadêmica, desde o ingresso e a permanência dos estudantes até a participação em aulas, atividades de pesquisa, extensão e demais espaços institucionais.


A atuação dos tradutores e intérpretes de Libras e português é parte desse processo. Esses profissionais realizam a mediação linguística entre pessoas surdas e ouvintes, contribuindo para o acesso às informações e para a participação da comunidade surda nas atividades da Universidade.


A acessibilidade, entretanto, não se limita à interpretação. Também envolve a presença de professores surdos, a formação de profissionais, a produção de materiais acessíveis e o reconhecimento da Libras como língua de ensino, comunicação e produção de conhecimento.


Na UFGD, essas atividades são desenvolvidas por diferentes equipes, que atuam de maneira complementar na promoção da acessibilidade comunicacional e na valorização da diversidade linguística.
 

DIACOM promove acessibilidade comunicacional na Universidade
 

Vinculada à Coordenadoria de Inclusão e Acessibilidade (CIAC), da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (PROAF), a Divisão de Acessibilidade Comunicacional (DIACOM) atua na tradução e interpretação entre Libras e português, oferecendo mediação linguística e acessibilidade comunicacional à comunidade acadêmica surda da UFGD.
 

A equipe de tradutores e intérpretes é composta por Adriana Pereira da Silva Santos, Everton Luis Anselmini, chefe da DIACOM, Joyce Martins Carbonaro e Rejane Dias Lobo Bataglin.
 

O trabalho desses profissionais contribui para que estudantes e demais integrantes da comunidade surda tenham acesso às informações e possam participar das atividades acadêmicas e institucionais.
 

A divisão também conta com bolsistas que atuam na mediação linguística, realizando atividades de tradução e interpretação para estudantes surdos. Integram esse grupo Bruna Márcia Nobre Soares, Maiara Prestes e Patrícia Taffarel.
 

Outro profissional vinculado à DIACOM é Carlos Alberto Moreira Neto, bolsista de Ações Afirmativas – Libras Surdo. Ele atua como mediador pedagógico para estudantes surdos, auxilia os intérpretes na tradução para Libras e desenvolve atividades de difusão da língua por meio de minicursos, oficinas e palestras.
 

Essas ações integram o trabalho de acessibilidade desenvolvido pela Universidade, contribuindo para a comunicação e para o acompanhamento das atividades acadêmicas pelos estudantes surdos.
 

FAEaD contribui para a formação acadêmica e a difusão da Libras
 

A Faculdade de Educação a Distância (FAEaD) também desempenha papel importante na formação acadêmica e na valorização da Libras. A unidade oferece os cursos de Letras Libras Licenciatura e Bacharelado, na modalidade de educação a distância, além da Licenciatura em Letras Libras Semipresencial.
 

Entre os professores surdos que atuam na faculdade estão Ana Paula Oliveira e Fernandes, que também é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFGD; Diego Alexandre Hackl; Eliane Francisca Alves da Silva Ochiuto, vice-diretora da FAEaD; e Fernanda Martins de Brito.
 

A presença de professores surdos no ensino superior contribui para a formação acadêmica, a valorização da identidade surda e a participação de profissionais da própria comunidade na produção e na transmissão do conhecimento.
 

A FAEaD também conta com uma equipe de tradutores e intérpretes de Libras formada por Bruna Márcia Nobre Soares, Dariane Chita Martins Barcelos, Hellen Cristiey Batista de Melo e Luciene Cardoso Brunel.
 

Esses profissionais atuam na tradução e interpretação entre Libras e português, promovendo a mediação linguística e a acessibilidade comunicacional, com prioridade ao atendimento às especificidades da faculdade e dos cursos de Letras Libras.
 

A atuação conjunta de professores, tradutores, intérpretes e demais profissionais contribui para o desenvolvimento das atividades de ensino e para a formação de pessoas que poderão atuar na educação e em outras áreas relacionadas à Libras.
 

Reconhecimento aos profissionais que atuam pela inclusão
 

Além das equipes diretamente envolvidas na tradução, interpretação e mediação linguística, a UFGD conta com professores e servidores que contribuem para a visibilidade e a difusão da Libras.
 

Entre esses profissionais estão Bruna Estefani Libano Alves, Elizabeth Matos Rocha, Grazielly Vilhalva Silva do Nascimento, diretora da FAEaD, Janete de Melo Nantes, coordenadora dos cursos de Letras Libras Licenciatura EaD e Semipresencial, Juliana Maria da Silva Lima e Luciana Lopes Coelho, coordenadora da CIAC/PROAF.
 

Também integram essa relação Mariana Dézinho, coordenadora do curso de Letras Libras Bacharelado EaD; Naara Siqueira de Aragao, pró-reitora de Ações Afirmativas; Silvio Ruiz Paradiso; e Victor Pereira do Prado, pró-reitor adjunto de Ações Afirmativas.
 

Ao destacar a atuação desses profissionais durante o Setembro Azul, a Universidade reconhece a importância do trabalho desenvolvido em diferentes setores para a promoção da acessibilidade linguística e da participação da comunidade surda na vida acadêmica.
 

A valorização da Libras e dos profissionais que atuam nessa área integra o compromisso institucional da UFGD com a inclusão, o respeito à diversidade e a construção de um ambiente universitário acessível às diferentes formas de comunicação e expressão.


Redação ASSCOM-UFGD




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